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Sexta
Feira, 05/09/2008
Homônimos
A máxima garante: não há apenas uma ‘Maria’ na terra. A despeito desta ‘verdade’, há vários casos onde, um equívoco, tenha colocado alguém numa saia justa. Algumas dessas situações são cômicas. Outras, por sua vez, são embaraçosas e vexatórias – para não dizer trágica –. Numa sociedade, cada dia mais informatizada, manter o controle ou o sigilo nas informações é crucial – uma questão de sobrevivência –. Quer na conquista de mercado ou num simples apelo aos consumidores em potencial. Entretanto, convenhamos: diante da gigantesca onda tecnológica esta ’missão’ tornou-se literalmente ‘impossível’. Um simples caractere ortográfico, grafado de forma imprecisa ou indevida, é motivo de grandes dores de cabeça e preocupações. A recente ‘invasão’ no banco de dados da república expor uma fragilidade no ‘sistema’. Autoridades do primeiro escalão tiveram intimidades, visceralmente, colocada na vitrine virtual, sem qualquer pudor. Bom mesmo seria, se tudo não passasse de um equívoco ou um ledo engano.
O homônimo, ou seja, uma pessoa que possui o mesmo nome que outra, na melhor das hipóteses passa a ser identificada como sendo o outro; ou pior, passa-se por outro, no intuito de lesar, dissimulando intenções. As vítimas, flagradas nesta condição, são inquiridas a prestar constas por aquilo que não fizeram. Explicações e mais explicações. Até que tudo torne à normalidade, muita água já se foi por debaixo da ponte.
O assunto, aparentemente inusitado, coloca-nos diante de uma situação maior e bem mais significante. No mundo, há mais de sete e meio bilhão de pessoas. Não obstante, neste verdadeiro ‘mar de gente’ cada ser é único e especial. O livro da criação e registro da história da humanidade declara que Deus criou o homem a Sua imagem e semelhança (Gn 1.26-27). Este estado inicial – inocência –, abandonado em virtude da queda, não fez com que o criador perdesse, em momento algum, o controle sobre Sua criação. Fomos feitos para ter comunhão com Deus e temos responsabilidade, pelo fato de termos sido assim criados. A totalidade da raça humana compartilha da mesma origem e dignidade em virtude de suas raízes comuns. Jamais poderemos contemplar o mundo sem vermos a Deus como o Deus de toda a humanidade. Estamos sujeitos a Ele, e vivemos na esfera de Sua soberania.
O final desta história tem seu clímax quando uma multidão incontável, diante do trono, adorar ao único Senhor. Em seu caráter redentivo, Deus enviou seu filho para que todo aquele que nele crer não pereça (Jo 3.16). Sua meta é alcançar o coração dos homens. Somos alvo de Seu amor e isto não muda!
Através do novo nascimento, diuturnamente, dados são incorporados no arquivo celeste – Livro da Vida –. Todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, os que crêem no seu nome (Jo 1.12). Cada ser, independente da condição social, cultural ou racial têm assegurado, diante de Deus, igualdade de condições – Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34) –. Neste processo não há falhas ou imprecisões. Ninguém corre o risco de ter seu registro feito de forma equivocada ou, ser, erroneamente confundido, entre marias e josés. O Senhor, Ele mesmo, é que garante conhecer os que são seus (II Timoteo 2.19). Em caso de dúvida basta consultá-lo. Faça isso, enquanto há tempo. A resposta é inequívoca, segura, imediata.
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Pb. Jorge Marcírio Camargo de Moraes
Presbítero da Igreja Evangélica Assembléia
de Deus em Santa Maria - RS
Produtor e apresentador do quadro "Momento
de Reflexão" do programa radiofônico
"A Voz da Assembléia de Deus".
depcom@adsantamaria.org.br
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