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cristianismo nasceu com uma vocação
de universalidade. Os documentos fundantes da igreja
deixam claro que a mensagem cristã deveria
ser proclamada indistintamente a pessoas de todos
os povos e nações. Assim sendo, desde
o início os cristãos atravessaram intencionalmente
barreiras nacionais, étnicas e culturais. A
extraordinária mobilidade geográfica
dos primeiros cristãos foi um dos principais
fatores que contribuíram para a rápida
difusão da fé nos primeiros séculos.
Os maiores responsáveis pelo crescimento da
igreja não foram somente os esforços
metódicos e organizados de líderes como
o apóstolo Paulo, mas o testemunho informal
de cristãos anônimos que por onde iam
compartilhavam com as pessoas as suas novas convicções.
Como aconteceu no passado, também nos dias
de hoje o cristianismo continua a atravessar barreiras
geográficas e culturais. Um exemplo bem atual
é o dos brasileiros que têm ido morar
nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, e
nesses lugares têm plantado igrejas e evangelizado
tanto os seus patrícios como os naturais da
terra. Ser missionário não é
uma tarefa fácil, porém é um
privilégio, não um fardo intolerável
carregado por uns “grandes servos de Deus”.
Mas esse privilégio está ligado ao caminho
da renúncia e de levar cada dia a sua cruz.
O sofrimento faz parte da vida de muitos missionários
e, quanto mais penetrarmos nas regiões ainda
não alcançadas, mais teremos contato
com realidades de grande carência social e espiritual,
de conflito com poderes das trevas, de violência,
guerra e perseguição.
Dentro desse contexto de evangelização
mundial, a Igreja Evangélica Assembléia
de Deus em Santa Maria sentiu-se vocacionada a “fazer
missões”. Através de contribuições
voluntárias, a igreja conta com quatro missionários
“nacionais” no Senegal, Continente Africano.
A decisão de sustentar convertidos ao evangelho
da própria região de origem e deles
formar missionários surgiu das dificuldades
de adaptação em uma região tão
diferenciada como a África. Após vários
anos de contribuições mensais enviadas
aos missionários na África, centenas
de almas foram salvas e várias igrejas têm
sido formadas com as ofertas enviadas ao campo missioionário.
JANELA
10/40 - BURACO NEGRO ESPIRITUAL

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Situada
entre os paralelos 10° e 40° ao norte da linha
do Equador, a chamada Janela 10/40 é uma imensa
região que se estende da costa atlântica
da África até o Extremo Oriente. Ela
foi criada pelas agências missionárias
para mostrar o imenso desafio ao evangelismo que persiste
hoje. Ali dentro, ficam os países e os territórios
menos evangeli-zados do mundo. São Estados
onde o cristianismo, expressamente proibido, é
reprimido com violência. É o caso da
Arábia Saudita, considerada o país mais
fechado ao Evangelho em todo o mundo.
Outras fortalezas
anticristãs, como Sudão, Vietnã,
Laos, Mianma e Coréia do Norte também
estão lá, bem como a China e a Índia,
com suas imensas populações compostas
por centenas de etnias, culturas e línguas
- muitas sem ao menos um versículo traduzido.
Estima-se que 95% dos povos não alcançados
pelo Evangelho vivam ali. Lá se concentram
dois terços da população mundial
e florescem três das maiores religiões
do mundo: o budismo, o hinduís-mo e o islamismo.
A maioria dos países da região é
um caldo de guerras, fome, epidemias e governos totalitários.
De cada 100 pessoas que sobrevivem com menos de 1
dólar por dia, 97 estão dentro da Janela
10/40. A evangelização na região
sofre com a carência de obreiros dispostos a
enfrentar condições de vida tão
precárias e arriscadas. A geografia também
não ajuda. Boa parte dos países que
compõem a Janela 10/40 situam-se em territórios
montanhosos, áridos, sujeitos a secas prolongadas,
enchentes ou frio intenso. Trata-se do último
desafio missionário do planeta Terra e, sem
dúvida, o mais difícil de ser superado.
DEPARTAMENTO
DE MISSÕES
A
oitava edição do Jornal da Assembléia
de Deus entrevistou Levi Malheiros, responsável
pelo Departamento de Missões na AD em Santa Maria.
Leia a entrevista:
Jornal da AD - Como funciona a Secretaria
de Missões?
Levi Malheiros - A Secretaria de
Missões tem o objetivo de recolher doações
para a obra missionária no Continente Africano.
Os valores arrecadados são transferidos para
a entidade estadual que dá sustentação
aos missionários na África do Sul.
Jornal da AD - Como contribuir financeiramente
com o trabalho missionário?
Levi Malheiros - Procurando-nos no
templo sede durante os cultos, informando-nos o nome
e o valor desejado.
Jornal da AD - Qual a importância
de se fazer missões?
Levi Malheiros - Fazer missões
é cumprir a Palavra de Deus. Pode-se fazer
missões indo ao campo missionário, orando
pelos missionários chamados para esse trabalho,
bem como contribuindo financeiramente com a obra de
evangelização mundial. |
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